EU SOBREVIVI – Minhas duas semanas sem celular

por Fábio Buchecha em Stuff | 22 Fevereiro 2010 | 5 Comentários

No Cell Phone

Na verdade são mais de duas semanas. Ontem, domingo, 21 de fevereiro completaram-se 14 dias desde que meu celular caiu do meu bolso no carro da minha amiga Kamila sem eu sentir. Já era de noite, eu não estava com saco de ir do outro lado da cidade buscar o celular na casa dela então deixei para pegar no dia seguinte.

Óbvio que uma série de inconvenientes surgiu e eu não pude ir na segunda, nem no dia seguinte, nem depois, nem no dia seguinte. E chegou o carnaval. Foi aí que abstraí de vez de pegar o telefone e decidi continuar a experiência que já estava rolando:

No domingo que “perdi” o celular eu tinha passado o dia e a tarde inteira na casa da Cris, com meus outros dois amores, Kamila e Márcia. Na carona de volta, Mila me deixou perto da casa do Pi (eu ia lá pegar um livro que por sua vez havia caído no carro dele :-P ), e como havia confirmado e combinado tudo via TWITTER, apenas fui na casa do cara, peguei o livro e liguei para ela procurar meu celular no assoalho do carro. Feito isso, voltei pra casa, chequei meus E-MAILs e DMs para resolver minhas pendências pessoais e trabalhísticas. Fim. No outro dia eu pegaria meu telefone de volta e tudo estaria OK. Ou não.

Um milhão de coisas me impediram de ir na casa de Mila. Manhã, tarde e noite ocupados. Perdi a segunda e não peguei meu celular. Imaginem meu desespero. Sem celular por outro dia (e na terça-feira eu também não poderia pegar pois tinha 343.942.342.093.770.237.420 compromissos o dia todo). A perspectiva de pegar o celular só na quarta-feira me deixou MALUCO. Tem até nome, isso: nomofobia, medo de ficar sem celular.

Pois a quarta chegou, junto com um uma avalanche de problemas nos 250 mil blogs que “tomo conta” e problemas familiares que não existiriam se eu tivesse uma Desert Eagle .50. E eu os resolvi/posterguei/desviei/ignorei para poder seguir com o resto das minhas obrigações pré-carnavalescas. Gente chegando, gente saindo, gente desistindo, formatar um projeto aqui, bolar uma identidade visual ali, tentar achar fantasia para as ladeiras de Olinda… E tudo deu certo.

Resolvi tudo o que tinha pra resolver na quarta, na quinta, na sexta, e no carnaval inteiro. Não deixei de falar com ninguém, não houve nenhum desencontro e ninguém deu por minha falta, pois apesar de estar sem celular, de jeito nenhum eu fiquei incomunicável. Todo mundo me encontrou online na hora que precisou. Quinta e sexta pós carnaval não foi diferente. Marcamos baladas, cachaças e jogatinas de poker via web e tudo rolou tranquilamente.

Também aproveitei esse período para exercitar minha confiança nas pessoas (e a delas em mim). Marcar de tal hora e tal hora estar lá, para assim não precisar de telefonemas “Cadê você?“, ou dizer “Às X horas eu mando o e-mail para você com todas as informações necessárias para a migração de servidores” e de fato enviar para não ter que ouvir dúvidas subsequentes.

O resumo da ópera é que mesmo sem celular, as pessoas podiam continuar me enchendo em contato comigo via internet, seja para assuntos pessoais ou de trabalho. Todas as decisões operacionais e cachaçais que eu precisei tomar foram facilmente articuladas com a ajuda da web. TELEFONAR NÃO ME FEZ FALTA NENHUMA. O que senti falta mesmo foi, na verdade, de não poder usar a internet no celular e, óbvio, de ouvir músicas enquanto vou à padaria, pego o ônibus, e tal (mas pra isso temos o iPod não é mesmo?)

E de fazer flagras épicos como esse:

Flagra! Pagou calcinha na balada

Lembrando que eu sou jornalista e trabalho com internet desde sempre, então manter minha rotina inabalada mesmo sem celular me é consideravelmente mais fácil do que pode ser para você, amigo arquiteto. Mas tenho a certeza que mesmo assim, hoje você sofreria bem menos os efeitos de ficar sem celular. Faça o teste também :-D

foto do começo do post por Mike Kline

Fábio Buchecha

Fábio Buchecha é jornalista, blogueiro, fotógrafo, personal stylist, ex-agente secreto, ex-hacker e São Paulino. Trabalha com social media desde 2008 e não bebe Coca-Cola com limão porque isso é coisa de mocinha. Abs.
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    Nenhum post tem muita a ver com esse =\

5 comentários no post “EU SOBREVIVI – Minhas duas semanas sem celular”

  1. Homepage diz:

    How much of an unique article, keep on posting better half 811805

    [Reply]

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  1. Meu testemunho sobre as duas semanas que fiquei sem celular http://migre.me/kW5U

  2. Comendador Buchecha diz:

    Meu testemunho sobre as duas semanas que fiquei sem celular http://migre.me/kW5U

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